domingo, 27 de setembro de 2009

Indy 2009: 16ª etapa - GP de Motegi

16ª etapa - GP de Motegi
Dixon vence no Japão e assume liderança após erro de Briscoe


Scott Dixon recuperou a liderança da Fórmula Indy antes da grande decisão, no oval de Homestead, em Miami, no próximo dia 10 de outubro, ao derrotar o companheiro de Ganassi Dario Franchitti e vencer o GP de Motegi, no Japão, 16ª etapa do campeonato. Enquanto o australiano Ryan Briscoe, da Penske, então líder, terminou num desastroso 18º lugar.

Briscoe, que chegou ao evento japonês com uma confortável vantagem de 25 pontos na classificação, viu suas chances de título antecipado se evaporar ao bater na saída do pitlane, justamente quando parecia que estava prestes a assumir a liderança da corrida. Ele ainda conseguiu voltar aos boxes para fazer uma longa parada para reparos, mas somente podia assistir impotente o domínio de Dixon durante todo fim de semana.

A dupla da Ganassi manteve-se na frente desde a largada, com Franchitti ultrapassando o segundo colocado no grid Mário Moraes antes da primeira curva, ficando atrás do pole Dixon. Dez voltas depois, Dixon liderava com 945 centésimos de vantagem sobre Franchitti. Enquanto isso, Dan Wheldon, vencedor em 2004, disputava contra sua desafeta Danica Patrick a quinta posição. Marco Andretti, por sua vez, ganhava cinco posições e já era o décimo.

Na 20ª volta, a vantagem de Dixon sobre o companheiro de equipe passava de um segundo. Porém com muito cuidado, o escocês foi reduzindo da diferença, volta após volta, tirando cinco centésimos até chegar aos seis décimos na 30ª volta. Em terceiro lugar, ainda estava Mário Moraes com 2,8 segundos atrás do líder. Enquanto Ryan Briscoe, que largou em quarto, manteve a posição e neste momento da prova estava à frente de Wheldon, Patrick, Rahal, Tomas Scheckter, Oriol Servia e Andretti na décima posição.

Sem muita sorte na qualificação, largando nas últimas posições, os brasileiros Tony Kanaan e Hélio Castro Neves faziam uma corrida de recuperação e brigavam em si pelo décimo quarto lugar na 35ª volta. No pelotão da frente, Franchitti ainda tentava diminuir a distância entre ele e Dixon, mas ela voltava a crescer e no final de 40 voltas estava em 850 centésimos de segundo. Então, com um carro visivelmente mais rápido no ar limpo, Franchitti pressionava Dixon para tomar a primeira posição.

Na 49ª volta, Dixon entrou no pit lane, uma volta à frente de seu companheiro de Dario. Quando Franchitti saiu do pit lane, o neozelandês veio como um foguete. Os dois entraram em um bonito duelo roda contra roda na curva 3. Mas colocado no lado externo, o campeão de 2007 conseguiu manter a ponta e abriu a pequena margem de cinco décimos sobre Dixon.

Até então ocupando uma soberba terceira colocação, Moraes teve um pit stop desastroso na 72ª volta. O carro do brasileiro teve um problema na mangueira de reabastecimento e teve de voltar na volta seguinte para completar o nível de combustível. No total, Moraes perdeu duas voltas completas.

No meio do pelotão, Tony Kanaan tomou uma volta de Franchitti, na 65ª passagem. Para o piloto da Andretti Green, Motegi foi outra vez uma corrida muito decepcionante, como praticamente toda sua temporada desse ano. Após 70 voltas, Franchitti tinha uma vantagem de nove décimos sobre Dixon. Dan Wheldon, em terceiro, e Ryan Briscoe, o quarto, seguiam muito distantes. A corrida tornou-se preocupante para a Penske na 75ª volta. Castro Neves figurava entre os dez primeiros, vendo Franchitti colocar uma volta, enquanto Briscoe seguia impotente em quarto lugar, com mais de nove segundos atrás.

A classificação permanecia a mesma até a 90ª volta, quando Tomas Scheckter, vítima do câmbio, foi obrigado a abandonar. Quando se aproximava a segunda janela de paradas, o campeão de 2007 começou a imprimir um ritmo impressionante. Constantemente com uma média acima das 194 milhas, ninguém era capaz de manter a mesma velocidade do escocês, nem mesmo seu parceiro Dixon, sempre 1 milha mais lento.

Justin Wilson deu início à segunda rodada de pit stops na 98ª volta. Quatro voltas mais tarde, era a vez de Dixon fazer seu abastecimento e aproveitou para regular a asa dianteira. Na volta seguinte era a vez de Franchitti contar com os serviços dos seus engenheiros. Desse modo, Briscoe aproveitou para liderar por duas voltas antes de também parar. O australiano entrou nos pits na 106ª volta, no mesmo instante em que Mike Conway perdia o controle de seu carro e batia na curva 3, considerada uma das mais difíceis do calendário. Numa disputa intensa de posição com Kanaan, Conway colocar as rodas na pista interna e imediatamente roda, indo de encontro à barreira de segurança. Os comissários, em seguida, acionavam a primeira bandeira amarela da corrida.

Briscoe continua na ponta, depois de deixar seu pit, mas acontece algo inusitado: surpreendido com os pneus frios, acelera mais do que devia, o carro desgarrou para o lado esquerdo, indo bater no muro das arquibancadas internas. Para completar o desastre, ele ainda atropelou um cone, que ficou preso embaixo de seu carro por duas voltas até ir aos boxes. Pelo menos os danos só foram na asa frontal e na suspensão dianteira esquerda. Agora o único objetivo era chegar até o fim.

A relargada acontece na 118ª volta, com Dixon na ponta. O neozelandês superou Franchitti durante os pits stops. Wheldon era o terceiro com Servia e Rahal em quarto e quinto, com Moraes em sexto. Patrick, Matos, Andretti e Wilson completavam o grupo dos dez primeiros. Atrás dos líderes, Raphael Matos superava Oriol Servia na briga pelo quarto lugar. Porém, algumas voltas mais tarde, o espanhol que fazia sua última corrida da temporada pela Newman Haas Lanigan e tenta convencer a equipe a mantê-lo para 2010, retoma a posição do estreante da Luczo Dragon.

Os três primeiros permaneceram nessa ordem até a 157ª volta, no momento em que a Panther chama Wheldon para os pits. Três voltas depois, a equipe Ganassi chama Dixon e Franchitti para fazer o reabastecimento ao mesmo tempo. As equipes de mecânicos da dupla entraram em disputa para saber quem faria a parada mais rápida, o que certamente definiria o vencedor. Então novamente, veio a bandeira amarela quando Ryan Hunter-Reay perdeu o controle de seu carro e bateu forte no muro da curva 4. Na saída do pit stop, Dixon manteve-se na frente de Franchitti.

A bandeira verde é acionada na 171ª volta. Era nítida a vantagem de Dixon quando os carros estavam pesados de combustível, enquanto Franchitti anda melhor com o tanque vazio. Portanto, parecia óbvio que dificilmente existiria alguém a ameaçar o triunfo de Dixon no oval japonês. Em vinte voltas, a diferença aumentou para mais de um segundo e na volta final, Dixon cruzou com uma vantagem 1s4475 para Franchitti.

Graham Rahal terminou em terceiro, seguido por Servia que venceu Moraes na disputa pelo quarto lugar nas voltas finais. Patrick, vencedora do ano passado, ficou em sexto, pressionada por Andretti e Wheldon, que foi prejudicado em sua terceira parada pela última bandeira amarela, quando vinha em uma ótima terceira posição. Raphael Matos, por sua vez, terminou em nono, seguido de perto por Castro Neves e Kanaan.

Com esta vitória, Dixon assumiu a liderança da classificação, chegando aos 570 pontos, cinco a mais que Franchitti. Briscoe agora é o terceiro, com 562 pontos. É a 14ª vez em 16 corridas neste ano que ocorre mudança na ponta da tabela. Com a disputa ainda indefinida, a decisão do campeão de 2009 da Fórmula Indy ficou mesmo para a última etapa, no próximo dia 10 de outubro, no circuito oval de Homestead, em Miami, nos Estados Unidos.

Difícil dizer quem é o favorito. Quatro das cinco conquistas de Dixon este ano (80%) ocorreram em ovais. Duas das três vitórias de Briscoe (66%) foram em ovais. Enquanto apenas um dentre os quatro primeiros lugares de Franchitti (25%) foi nesse tipo de circuito. Se levarmos em consideração somente os números, Dixon será campeão outra vez da Indy, mas depois do que ocorreu com Briscoe em Motegi, o título provavelmente ficará não com o mais rápido dos três, mas com quem tiver mais equilíbrio emocional no momento de decisão.

GP de Motegi
16ª etapa - 19/09/2009

Circuito oval com 1,549 milha
Twin Ring Motegi - Motegi, Tochigi (Japão)

1) Scott Dixon (NZL/Ganassi), 1h51min37s6411
2) Dario Franchitti (ESC/Ganassi), 1s4475
3) Graham Rahal (EUA/ Newman Haas Lanigan), 3s2002
4) Oriol Servià (ESP/Newman Haas Lanigan), 7s3720
5) Mário Moraes (BRA/KV), 12s7643
6) Danica Patrick (EUA/Andretti Green), 16s1392
7) Marco Andretti (EUA/Andretti Green), 16s6513
8) Dan Wheldon (ING/Panther), 17s2646
9) Raphael Matos (BRA/Luczo Dragon), 17s5790
10) Hélio Castro Neves (BRA/Penske), 199 voltas
11) Tony Kanaan (BRA/Andretti Green), 199 voltas
12) Justin Wilson (ING/Dale Coyne), 199 voltas
13) Ed Carpenter (EUA/Vision), 198 voltas
14) Hideki Mutoh (JAP/Andretti Green), 198 voltas
15) Ernesto Viso (VEN/HVM), 198 voltas
16) Robert Doornbos (HOL/HVM), 198 voltas
17) Kosuke Matsuura (JAP/Conquest), 195 voltas
18) Ryan Briscoe (AUS/Penske), 185 voltas
19) Stanton Barrett (EUA/3G), 182 voltas
20) Roger Yasukawa (EUA/Dreyer & Reinbold), 172 voltas
21) Ryan Hunter-Reay (EUA/Foyt), 157 voltas
22) Mike Conway (ING/Dreyer & Reinbold), 103 voltas
23) Tomas Scheckter (AFS/Dreyer & Reinbold), 90 voltas

A classificação da Indy após dezesseis etapas
1) Scott Dixon (Ganassi) 570 pontos
2) Dario Franchitti (Ganassi) 565 pontos
3) Ryan Briscoe (Penske) 562 pontos
4) Hélio Castro Neves (Penske) 403 pontos
5) Danica Patrick (Andretti Green) 381 pontos
6) Marco Andretti (Andretti Green) 368 pontos
7) Graham Rahal (Newman Haas Lanigan) 366 pontos
8) Tony Kanaan (Andretti Green) 354 pontos
9) Dan Wheldon (Panther) 342 pontos
10) Justin Wilson (Dale Coyne) 334 pontos
11) Hideki Mutoh (Andretti Green) 325 pontos
12) Ed Carpenter (Vision) 303 pontos
13) Raphael Matos (Luczo Dragon) 296 pontos
14) Ryan Hunter-Reay (Foyt) 281 pontos
15) Mário Moraes (KV) 278 pontos
16) Robert Doornbos (HVM) 271 pontos
17) Mike Conway (Dreyer & Reinbold) 247 pontos
18) Ernesto Viso (HVM) 234 pontos
19) Will Power (Penske) 215 pontos
20) Tomas Scheckter (Dreyer & Reinbold) 173 pontos
21) Oriol Servia (Newman Haas Lanigan) 115 pontos
22) Alex Tagliani (Conquest) 114 pontos
23) Paul Tracy (KV) 113 pontos
24) Milka Duno (Dreyer & Reinbold) 100 pontos
25) Sarah Fisher (Fisher) 77 pontos
26) Jacques Lazier (3G) 65 pontos
27) Richard Antinucci (3G) 63 pontos
28) Vitor Meira (Foyt) 62 pontos
29) Stanton Barrett (3G) 62 pontos
30) Darren Manning (Dreyer & Reinbold) 38 pontos
31) Townsend Bell (KV) 32 pontos
32) A.J. Foyt IV (Foyt) 26 pontos
33) Alex Lloyd (Ganassi Sam Schmidt) 17 pontos
34) Scott Sharp (Panther) 16 pontos
35) Nelson Philippe (HVM) 16 pontos
36) Kosuke Matsuura (Conquest) 12 pontos
37) John Andretti (Petty Dreyer & Reinbold) 12 pontos
38) Franck Montagny (Andretti Green) 12 pontos
39) Roger Yasukawa (Dreyer & Reinbold) 12 pontos
40) Davey Hamilton (Dreyer & Reinbold) 10 pontos

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

1989: Emerson era campeão da Fórmula Indy

Emerson vibra em Nazareth ao ganhar o título antecipado
Em 1989, Fittipaldi faturou o campeonato de Fórmula Indy e tornou-se o primeiro estrangeiro a ganhar o título em 73 anos

Emerson Fittipaldi tornou-se o primeiro estrangeiro a garantir nos Estados Unidos o campeonato da Fórmula Indy em 73 anos, ao vencer o GP de Nazareth, na Pensilvânia, penúltima etapa do ano, em sua décima primeira vitória na categoria. Quinze anos depois de ganhar seu último campeonato de Fórmula 1, e às vésperas de completar 43 anos, Fittipaldi retornava ao topo do automobilismo mundial.

Ele garantiu o único título que na época rivalizava com a Fórmula 1, categoria que tinha como principais estrelas Ayrton Senna e Alain Prost, que um mês depois se envolveriam num polêmico acidente no circuito de Suzuka, no Japão. "Este campeonato tem um significado especial para mim. Ele prova, de uma vez por todas, que eu continuo competitivo no automobilismo", comemorou o piloto.

O brasileiro desceu de seu carro muito emocionado e mesmo querendo comemorar a vitória na corrida e o título com seus familiares presentes e alguns amigos, não conseguiu pois foi cercado por uma multidão de fãs e jornalistas. A euforia tomava conta da família, que não parava de celebrar a conquista.

Durante meia hora, entre o estourar do champanhe e a entrega dos troféus, Fittipaldi usou exatos nove bonés diferentes. Quando os retirava, imediatamente jogava-os em direção ao público. Emerson fez a chamada corrida perfeita, para o êxtase dos espectadores presentes ao autódromo ou ligados nos televisores pelo mundo.

Nem mesmo a experiência de ter acompanhado a vitoriosa carreira do filho na Fórmula 1, era radialista esportivo especializado em automobilismo da Rádio Jovem Pan na década de 1970, impediu que a emoção tomasse conta de Wilson Fittipaldi, o Barão, ao ver o título de Emerson na Fórmula Indy. "Essa conquista é muito importante porque ele é o primeiro brasileiro a chegar até ela".

O Barão assistiu a corrida na televisão de seu apartamento no Guarujá, ao lado da esposa Joze, e da neta Renata, filha de Wilsinho Fittipaldi. "Esse campeonato tem um sabor diferente, porque representa a volta por cima do Emerson, que muita gente já considerava superado. Mas ele acabou quebrando um tabu e mostrando que merece respeito".

A temporada 1989 foi totalmente dominada por Fittipaldi, que chegou a Nazareth com uma sólida liderança na classificação, em grande parte graças, às quatro vitórias e mais três pódios que conseguira até o momento. Emerson estava guiando o novo Penske Chevrolet, mesma versão utilizada pela equipe oficial, patrocinado pela Marlboro, da equipe de Pat Patrick, que estava negociando a venda da sua parte para o sócio Chip Ganassi, o que acabou não acontecendo.

Restando apenas as etapas de Nazareth e Laguna Seca, Emerson estava numa posição confortável no campeonato, e colocou-se em uma boa posição no grid, na segunda posição, ao lado do pole e futuro companheiro de equipe Rick Mears, único que ainda tinha chances de tirar a conquista do brasileiro. No início da temporada, foi anunciado que Fittipaldi e a Marlboro iriam se transferir para a equipe Penske, com a Pennzoil continuando ao lado de Mears e com Emerson e Danny Sullivan sendo patrocinados pela Marlboro. Mears, tricampeão da Indy, precisava vencer a corrida para manter vivas as esperanças de título.

Quando a bandeira verde foi acionada, nessa tarde ensolarada e fria, Fittipaldi pulou para o primeiro lugar, com Mears em seu encalço. No entanto, atrás dos líderes, aconteceu o caos na curva 1. Mario Andretti, que largara em nono, acertou o carro do seu sobrinho, John Andrreti, causando um engavetamento que tirou da corrida John, Didier Theys e Roberto Guerrero.

Somente 18 voltas depois, tivemos a relargada e Fittipaldi retomou sua cruzada em busca do primeiro título na Indy, liderando as primeiras 79 voltas da corrida. Sullivan assumiu a ponta na 80ª volta, mas Emerson o ultrapassa na volta seguinte e, em seguida, Mears assume o primeiro lugar, ficando 10 voltas na frente, antes de Fittipaldi recuperar a liderança. Na 125ª volta, Sullivan volta a liderar, aproveitando as paradas nos pits de Emerson e Rick, que então volta a ser o primeiro nas voltas 154 a 189.

A corrida então é decidida nos pits. Mears é o primeiro a parar, colocando Fittipaldi na frente outra vez. O que deveria ser apenas um "splash and go" para Mears, acabou se transformando em um raro erro para a equipe Penske. Mears retorna dos pits com parte da mangueira, que retira o ar do tanque de combustível durante o reabastecimento, ainda presa ao topo do seu carro. Assim é forçado a voltar aos pits para que o aparelho seja removido. Fittipaldi, entretanto, foi capaz de fazer o seu "splash and go" e manter a liderança, sem maiores empecilhos.

O brasileiro recebe a bandeirada final e os 21 pontos pela vitória e por liderar o maior número de voltas. Mears recupera-se para terminar em segundo e agora Emerson tem 22 pontos de vantagem. Matematicamente, ele poderia alcançá-lo na última etapa em Laguna Seca e empatar com Fittipaldi no número de pontos. No entanto, com cinco vitórias de Fittipaldi contra duas de Mears, o brasileiro é o campeão, graças aos critérios de desempate, não tendo de esperar por Laguna Seca para comemorar seu título. O outro brasileiro da categoria, o paranaense Raul Boesel, da Shierson, ficou em décimo primeiro, depois de largar na 15ª posição.

GP de Nazareth
14ª etapa - 24/09/1989
Circuito trioval de 1,000 milha
Nazareth Speedway - Nazareth, Pensilvânia (Estados Unidos)
1) Emerson Fittipaldi (BRA/Patrick, Penske Chevrolet), 200 voltas em 1h29min02s5520
2) Rick Mears (EUA/Penske, Penske Chevrolet), 0s0699
3) Danny Sullivan (EUA/Penske, Penske Chevrolet), 0s99700
4) Al Unser Jr. (EUA/Galles, Lola Chevrolet), 199 voltas
5) Michael Andretti (EUA/Newman Haas, Lola Chevrolet), 196 voltas
6) Scott Pruett (EUA/Truesports, Lola Judd), 195 voltas
7) Bobby Rahal (EUA/Kraco, Lola Cosworth), 195 voltas
8) Mario Andretti (EUA/Newman Haas, Lola Chevrolet), 194 voltas
9) Derek Daly (IRL/Raynor, Lola Judd), 194 voltas
10) Scott Brayton (EUA/Simon, Lola Buick), 193 voltas
11) Raul Boesel (BRA/Shierson, Lola Judd), 193 voltas
12) Guido Dacco (ITA/Dale Coyne, Lola Cosworth), 193 voltas
13) Arie Luyendyk (HOL/Simon, Lola Cosworth), 183 voltas
14) A.J. Foyt (EUA/Foyt, Lola Cosworth), 159 voltas
15) Bernard Jourdain (MEX/Andale, Lola Cosworth), 113 voltas
16) Teo Fabi (ITA/Porsche, March Porsche), 108 voltas
17) Ludwig Heimrath Jr. (CAN/Hemelgarn, Lola Judd), 33 voltas
18) Pancho Carter (EUA/Leader Cards, Lola Cosworth), 0 volta
19) John Andretti (EUA/Granatelli, Lola Buick), 0 volta
20) Roberto Guerrero (COL/Morales, March Alfa Romeo), 0 volta
21) Didier Theys (BEL/Granatelli, Lola Buick), 0 volta

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Vídeo do Dia: Motegi 1999

Ande pelo oval japonês a bordo do Swift Cosworth, da equipe Newman Haas, pilotado pelo norte-americano Michael Andretti, durante a corrida de 1999 vencida por Adrian Fernandez.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Twin Ring Motegi

O GP de Motegi, a 16ª etapa da Fórmula Indy, é a penúltima da série final de circuitos ovais da temporada. Serão 200 voltas, com a largada ocorrendo às 01h00min na madrugada de sábado para domingo (horário de Brasília). A prova final ocorre em Homestead (Estados Unidos), no dia 10 de outubro. O Twin Ring Motegi, construído pela Honda Motor Company, foi inaugurado em 1998, com um circuito trioval com 1,549 milhas (2,493 km) e 2,983 milhas (4,801 km) no traçado misto.

Esse complexo fica distante uma hora e meia de Tóquio. Em seu ano de inauguração recebeu uma corrida de exibição da Nascar. O autódromo está localizado na região de Motegi, na província de Tochigi, no Japão. A pista oval possui inclinações de 10 graus nas curvas, na reta principal e na reta oposta e capacidade para receber 68 mil espectadores.

Com suas curvas rápidas, com uma largura maior que outros ovais similares, o circuito proporciona emoção e perigo aos pilotos nas ultrapassagens. Alguns pilotos a consideram uma das mais difíceis do calendário. Mesmo sendo um dos mais bem estruturados autódromo do mundo, existindo até escadas rolantes nas arquibancadas, Motegi possui alguns pontos negativos quanto à visibilidade dos espectadores, pois o oval atrapalha a visão do misto. Outros problemas são: a dificuldade de acesso e de hospedagem.

O traçado representa um grande desafio para equipes e pilotos. O carro é difícil de ser controlado em alguns pontos. As curvas 3 e 4 são muito técnicas, enquanto as curvas 1 e 2 são bem mais fáceis. A curva 1 possui o raio aberto, possibilitando quando o carro está bem acertado, fazê-la com aceleração total, enquanto na curva 2, os pilotos reduzem uma marcha, freiam e aceleram. Mesmo com essa redução de marcha e a freada eles alcançam uma média acima de 200 milhas por hora nesse trecho. Ela também representa um tremendo desafio para os engenheiros quanto à definição o melhor acerto aerodinâmico.

Raramente teremos um carro ideal em todas as curvas, já que elas são totalmente diferentes, num asfalto bastante liso. Ali não é o tipo de lugar onde se costuma perdoar erros, sempre ocorrendo espetaculares acidentes nos treinos e na corrida. Por essa característica peculiar, as equipes preferem conseguir um bom equilíbrio para a prova somente nas curvas 3 e 4, sendo fundamentais para se andar na frente.

Também é muito importante ter belo ajuste para andar no tráfego. O vácuo vai ser muito importante e quem saber aproveita-lo poderá apresentar uma grande vantagem nos tempos de volta. Outra preocupação é com o instável clima na região de Motegi, que por duas vezes atrasou o início da corrida por conta da chuva.

A primeira vez que a Indy esteve no Japão foi no ano de 1966, no Fuji Speedway, em evento organizado pela Usac. Em 9 de outubro, Jackie Stewart, escocês tricampeão de Fórmula 1, pilotando um Lola Ford da equipe Mecom, venceu as 200 milhas de Fuji, corrida de exibição que não valeu pontos para o campeonato daquele ano. A Usac nunca mais retornaria à Ásia.

Por um curto período, entre o final de 1980 e o início de 1990, a Cart analisava a possibilidade de realizar uma corrida no Japão. Suzuka, Fuji e talvez um circuito de rua em outra cidade eram os possíveis locais onde a corrida seria disputada. A FIA se opôs, alegando conflitos com a Fórmula 1 entre outros interesses. Além disso, as regras vigentes na época exigiam que qualquer corrida da Indy fora da América do Norte seria realizada em um oval. Apesar das pressões, a Cart fez sua primeira viagem ao Oceano Pacífico em 1991, ao colocar em prática uma corrida de rua em Surfer's Paradise, na Austrália. Os planos para se ter a prova japonesa foram esquecidos.

Em 1994, a Honda ingressou na Indy, e dois anos depois foi campeã com a equipe Ganassi. Então o interesse em disputar uma corrida no Japão ressurgiu, e após a conclusão do Twin Ring Motegi, a primeira corrida foi realizada em 1998, sem objeção da FIA. Até 2002 que realizava o evento era a Cart. De 2003 em diante, a Honda aliou-se a IRL, e a corrida mudou de organizador. Entre 2003 a 2006, ela era a última prova antes das 500 milhas de Indianápolis, no final de semana antes ou depois da Páscoa. A partir de 2007 a corrida no Kansas Speedway passou a ter esse privilégio.

Em 2008, após a reunificação da Indy, ela foi uma das duas corridas disputadas num mesmo fim de semana, ambas válidas pelo campeonato, em razão dos compromissos assumidos com os organizadores das provas de Long Beach e Motegi, que não puderam ser transferidos para outras datas por conta da demora em se definir o acordo entre Champ Car e IRL. Para 2009, numa tentativa de adequar o calendário, a corrida foi transferida para outubro.

Os maiores vencedores em Motegi são o mexicano Adrian Fernández e o inglês Dan Wheldon com duas vitórias. Três brasileiros também venceram no Japão: Bruno Junqueira, Hélio Castro Neves e Tony Kanaan. A única vitória de uma mulher na categoria ocorreu no ano passado e a autora da façanha foi a norte-americana Danica Patrick, que liderou somente a volta final, após ultrapassar Castro Neves, que tinha sérios problemas de combustível.

Confira a programação para o GP de Motegi, décima sexta etapa da temporada de 2009 da Fórmula Indy (horários de Brasília):

Quinta-feira (17/09)
21h00min - treino livre

Sexta-feira (18/09)
00h30min - treino livre
03h30min - treino classificatório

Sábado (19/09)
00h00min - GP de Motegi (200 voltas)

Vencedora em 2008: Danica Patrick (EUA)
Pole em 2008: Hélio Castro Neves (BRA)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Indy 2009: 15ª etapa - Chicago

15ª etapa - GP de Chicago
Briscoe vence corrida espetacular em Chicago

O australiano Ryan Briscoe, da Penske, venceu o GP de Chicago, 15ª etapa do calendário da Fórmula Indy, no Chicagoland Speedway, em Illinois, por apenas 0s0077 sobre Scott Dixon, naquela que foi a quarta chegada mais disputada da história da categoria, na madrugada do último sábado. Com este resultado, Briscoe deu um passo enorme para a conquista do seu primeiro título.

A corrida teve muitas trocas na liderança, predominado o equilíbrio nas disputas, formando-se vários pelotões com disputas intensas. Depois de muita ação, as últimas voltas foram emocionantes com Dixon na ponta, à frente de Briscoe e Rahal, sempre muito próximos. Na disputa final, o "push-to-pass", decidiu a disputa em favor de Briscoe.

No começo, os pilotos da Penske mantiveram a vantagem, com Ryan Briscoe e Hélio Castro Neves usando o traçado externo. Os dois companheiros de equipe monopolizavam a liderança da corrida e resistiram aos ataques iniciais de Tony Kanaan e Dario Franchitti. Dez voltas depois, Briscoe ainda liderava a corrida, agora seguido por Scott Dixon, que fazia uma corrida de recuperação após largar em sexto. A diferença entre eles era de 0s0940. Outro que também se destacava era Ed Carpenter, que saiu da 12ª posição para o pelotão da frente.

Na 22ª volta, Jaques Lazier parou nos pits. A equipe 3G descobriu que o piloto estava sofrendo com uma excessiva elevação na temperatura do óleo. Enquanto isso, os dez primeiros estavam agrupados, com somente 2s0000 os separando. Os pilotos ofereciam um magnífico espetáculo, constantemente contornando as curvas e retas com dois ou três carros um ao lado do outro.

Ryan Hunter-Reay começou a primeira rodada de pit stops na 41ª volta, colocando quatro pneus novos e reabastecendo. O norte-americano antecipou em seis voltas a janela de reabastecimento. Uma volta mais tarde era a vez de Ernesto Viso. Sarah Fisher, Tony Kanaan, Marco Andretti e Raphael Matos param na 45ª volta. Logo depois chega a vez de Briscoe. O australiano entra duas voltas antes de Dixon, que utiliza uma tática mais conservadora de combustível, pelo fato de ficar muito tempo usando o vácuo do piloto da Penske. O neozelandês parou junto com Franchitti, seu companheiro de equipe. Os líderes são claramente satisfeitos com seus carros. Os mecânicos não fizeram ajustes.

Quando todos fazem seu primeiro pit stop, Dixon estava no primeiro lugar com 0s9778 de vantagem sobre Briscoe. Castro Neves vinha em terceiro e Franchitti era o quarto. Na 55ª volta, Briscoe decidiu tentar um ataque por fora da curva 3, mas sem sucesso. Ambos os pilotos rodam durante cinco voltas lado a lado, cruzando a linha de chegada, separados por uma diferença de somente 0s0004.

Marco Andretti, 16 voltas mais tarde, tentou surpreender os rivais ao entrar pela segunda vez naquela noite, numa estratégia completamente diferente em relação aos líderes, já que seu carro não rendia bem no tráfego. Por orientação do piloto, os mecânicos mudaram o ajuste da asa dianteira nesse pit stop.

Em meio aos retardatários, os líderes travavam uma briga feroz. Castro Neves, em grande forma, é o que se sai melhor nesse labirinto, tomando a dianteira na 75ª volta. Em segundo estava seu companheiro Briscoe, com uma desvantagem de 0s1475.

Então, antes de termos um novo período de paradas, Dixon entendeu que Castro Neves era uma ameaça para sua vitória. O brasileiro ainda tinha remotas chances matemáticas de disputar o título, caso vencessem e seus três adversários obtivessem resultados ruins. O neozelandês decide tomar o segundo lugar de Briscoe e pressionar Hélio.

Em dez voltas, a distância entre eles diminui de sete décimos para um décimo de segundo. Dixon estava pronto para atacar Castro Neves quando na 92ª volta, Hideki Mutoh bateu no muro na entrada da curva 3. Vítima de um problema mecânico em sua suspensão traseira direita, o japonês não conseguiu segurar o seu carro na pista, indo de encontro a parede, arrastando-se em pedaços. Mutoh felizmente escapou sem ferimentos. Esse fato provocou a primeira bandeira amarela da noite.

Algumas voltas mais tarde, os líderes param e Dixon retomou a liderança. Outra vez o reabastecimento de Briscoe é problemático, com o australiano parando fora do ponto correto. Dessa maneira a mangueira de reabastecimento ficou num ângulo que prejudicou o encaixe no bocal do tanque de combustível e Briscoe retornou no meio do pelotão. Por sua vez, Dan Wheldon ficou parado no seu pit. A Panther tentou reiniciar o motor, mas uma falha mecânica acabou com a prova do inglês.

Sete voltas após a relargada, Andretti tocou de leve no muro, causando outra amarela. Todos os pilotos fazem o reabastecimento exceto Kanaan e Tomas Scheckter, que como Marco faz uma tática diferente dos adversários. No fim, a aposta dos três mostrasse mal-sucedida. Quem cresce de produção é Mário Moares, que quando parou deve alterada a angulação da asa dianteira do seu carro, subiu para as primeiras posições.

Nessa altura, o brasileiro, junto com a dupla norte-americana Rahal e Andretti, proporcionaram a melhor disputa em Chicago. Os três jovens ficaram alinhados por cinco espetaculares giros, assumindo grandes riscos por uma ultrapassagem. O embate se encerra quando a suspensão dianteira direita de Castro Neves quebra, fazendo com que o brasileiro encontrasse o muro.

A última relargada veio na 191ª volta com Dixon na ponta. Nessas últimas nove voltas, Briscoe fica com a linha de fora, com os dois pilotos fazendo um duelo absolutamente fantástico. No final, Briscoe vence, com Scott Dixon em segundo e Moraes, em seu melhor resultado na Indy, terminou em terceiro. Franchitti, Rahal, Carpenter, Servia e Scheckter completam os oito primeiros.

Com a conquista, Briscoe manteve a liderança da classificação, chegando aos 550 pontos, vinte e cinco a mais que Franchitti. Dixon manteve-se em terceiro, com 517. Castro Neves, agora definitivamente fora da disputa, segue em quarto, com 383 pontos. A próxima e penúltima etapa em Motegi, no Japão, já pode ter a definição do campeão de 2009. Entretanto, espera-se que o campeonato só vai ser definido na última prova, em Homestead, Miami, no dia 10 de outubro.

GP de Chicago
15ª etapa - 29/08/2009
Circuito oval com 1,500 milha
Chicagoland Speedway - Joliet, Illinois (Estados Unidos)
1) Ryan Briscoe (AUS/Penske), 1h42min34s3051
2) Scott Dixon (NZL/Ganassi), 0s0077
3) Mário Moraes (BRA/KV), 0s0699
4) Dario Franchitti (ESC/Ganassi), 0s9970
5) Graham Rahal (EUA/Newman Haas Lanigan), 0s1295
6) Ed Carpenter (EUA/Vision), 0s1668
7) Oriol Servia (ESP/Newman Haas Lanigan), 0s2612
8) Tomas Scheckter (AFS/Dreyer & Reinbold), 0s2683
9) Raphael Matos (BRA/Luczo Dragon), 0s3356
10) Justin Wilson (ING/Dale Coyne), 0s4344
11) Marco Andretti (EUA/Andretti Green), 0s5224
12) Danica Patrick (EUA/Andretti Green), 0s5840
13) Tony Kanaan (BRA/Andretti Green), 0s8269
14) Sarah Fisher (EUA/Fisher), 199 voltas
15) Ryan Hunter-Reay (EUA/Foyt), 199 voltas
16) Mike Conway (ING/Dreyer & Reinbold), 199 voltas
17) Ernesto Viso (VEN/HVM), 198 voltas
18) Robert Doornbos (HOL/HVM), 197 voltas
19) Jacques Lazier (EUA/3G), 195 voltas
20) Hélio Castro Neves (BRA/Penske), 184 voltas
21) Milka Duno (VEN/HVM, 155 voltas
22) Dan Wheldon (EUA/Panther), 105 voltas
23) Hideki Mutoh (JAP/Andretti Green), 110 voltas

A classificação da Indy após quinze etapas
1) Ryan Briscoe (Penske) 550 pontos
2) Dario Franchitti (Ganassi) 525 pontos
3) Scott Dixon (Ganassi) 517 pontos
4) Hélio Castro Neves (Penske) 383 pontos
5) Danica Patrick (Andretti Green) 353 pontos
6) Marco Andretti (Andretti Green) 342 pontos
7) Tony Kanaan (Andretti Green) 335 pontos
8) Graham Rahal (Newman Haas Lanigan) 331 pontos
9) Dan Wheldon (Panther) 318 pontos
10) Justin Wilson (Dale Coyne) 316 pontos
11) Hideki Mutoh (Andretti Green) 309 pontos
12) Ed Carpenter (Vision) 286 pontos
13) Raphael Matos (Luczo Dragon) 274 pontos
14) Ryan Hunter-Reay (Foyt) 269 pontos
15) Robert Doornbos (HVM) pontos
16) Mário Moraes (KV) 248 pontos
17) Mike Conway (Dreyer & Reinbold) 234 pontos
18) Ernesto Viso (HVM) 219 pontos
19) Will Power (Penske) 215 pontos
20) Tomas Scheckter (Dreyer & Reinbold) 161 pontos
21) Alex Tagliani (Conquest) 114 pontos
22) Paul Tracy (KV) 113 pontos
23) Milka Duno (Dreyer & Reinbold) 100 pontos
24) Oriol Servia (Newman Haas Lanigan) 83 pontos
25) Sarah Fisher (Fisher) 77 pontos
26) Jacques Lazier (3G) 65 pontos
27) Richard Antinucci (3G) 63 pontos
28) Vitor Meira (Foyt) 62 pontos
29) Stanton Barrett (3G) 50 pontos
30) Darren Manning (Dreyer & Reinbold) 38 pontos
31) Townsend Bell (KV) 32 pontos
32) A.J. Foyt IV (Foyt) 26 pontos
33) Alex Lloyd (Ganassi Sam Schmidt) 17 pontos
34) Scott Sharp (Panther) 16 pontos
35) Nelson Philippe (HVM) 16 pontos
36) John Andretti (Petty Dreyer & Reinbold) 12 pontos
37) Franck Montagny (Andretti Green) 12 pontos
38) Davey Hamilton (Dreyer & Reinbold) 10 pontos