quarta-feira, 23 de julho de 2008

Indy 2008: 12ª etapa – Mid-Ohio



12ª etapa - GP de Mid-Ohio
Briscoe e Castro Neves fazem dobradinha da Penske em Mid-Ohio
Brasileiro é o segundo, à frente do líder Scott Dixon, e segue na briga pelo título

Ryan Briscoe aproveitou da bem-sucedida estratégia nos pits e levou a vitória no GP de Mid-Ohio, 12ª etapa da Fórmula Indy, em uma corrida aonde a Penske fez a dobradinha, graças a Hélio Castro Neves que ficou em segundo. Roger Penske, proprietário da equipe, tomou a decisão de deixar Briscoe entrar para reabastecer em intervalos diferentes aos utilizados pelos outros ponteiros, tática acertada que rendeu a segunda vitória do piloto australiano na temporada, bem como a segunda posição de Castro Neves.

A prova começou com aproximadamente uma hora depois do previsto, devido a uma chuva que castigou o circuito de 2,258 milhas localizado em Lexington. A chuva deixou poças ao longo do traçado de 13 curvas, e os dirigentes da Indy determinaram que a largada devesse ocorrer com todos os carros utilizando pneus de chuva.

Quando o sol surgiu o asfalto secou rapidamente. Os pilotos começaram a rumar em direção aos pits para substituir para os pneus de piso seco. Porém Roger Penske esperou até a sexta volta para chamar Briscoe para sua parada, com ele voltando lá atrás, em décimo sexto. "A equipe Penske foi incrível", diz Briscoe. "Nós tivemos alguns problemas no início. Esta estratégia foi totalmente do Roger Penske".

Briscoe voltou aos pits na 23ª volta, antes da maioria dos demais pilotos, e isso deu a ele uma grande vantagem no fim da corrida. A chuva não retornou, mas as paradas, assim como vários acidentes ao longo das 85 voltas tornaram a competição um completo caos, com estratégias muitos diferenciadas. "Não sei se é uma boa fase, pois as duas corridas anteriores não foram muito boas, mas espero que mantenhamos este desempenho", diz o australiano.

Mesmo com cinco bandeiras amarelas durante a corrida, somente aconteceu um incidente mais sério na 42ª volta. Na quarta bandeira amarela, duas curvas antes da relargada, Justin Wilson tentou passar Mario Dominguez por fora, levou um toque do adversário, rodando em meio a outros carros, levantando fumaça, que prejudicou a visão de quem vinham atrás. Dan Wheldon levou um toque e foi parar na grama, levando junto Marco Andretti e A.J. Foyt IV. No fim, somente Andretti abandonou.

O pole position Hélio Castro Neves culpou o tráfego pela impossibilidade de brigar com Briscoe pela vitória. Mas ele na verdade não se sentia tão incomodado assim, já que alcançou sua segunda classificação entre os cinco melhores em uma corrida nessa temporada, e reduziu para 58 pontos a desvantagem em relação ao líder do campeonato Scott Dixon. "Estava tentando fazer tudo que eu podia e, infelizmente, fiquei preso no tráfego", explica. "Ryan fez uma grande corrida. Não tivemos o suficiente, uma pena. Mas o segundo lugar foi bom".

Scott Dixon, que defendia a vitória em Lexington no ano passado e atualmente lidera a temporada, chegou em terceiro, seguido por Will Power e pelo espanhol Oriol Servia, companheiros na equipe KV. Power e Servia são dois dos nove pilotos que emigraram da extinta Champ Car para a reunificada Fórmula Indy no começo desse ano.

Vitor Meira terminou em um merecido sexto lugar, por conta de uma ousada estratégia de paradas nos pits, que no começo da prova fez o brasileiro liderar 21 voltas. A chuva, que ocorreu momentos antes da largada, levou o piloto e a Panther a seguir o plano de colocar pneus para pista seca na 6ª volta, antes dos outros pilotos. Caso não tivesse sido tocado por Dixon, após sua segunda parada, perdendo posições para ele e Oriol Servia, poderia ter obtido um resultado ainda melhor.

Logo atrás de Meira chegou Tony Kanaan, que mesmo não tenham chegado ao menos ao pódio, subiu para a terceira colocação no campeonato. O piloto da Andretti Green não teve nas mãos um carro competitivo em Mid-Ohio e se queixou de dificuldades para tentar ultrapassagens. "Precisamos nos reunir e conversarmos, pois definitivamente não fomos bem. Eu sei do potencial da minha equipe, mas temos que levantar a cabeça e trabalhar muito forte para melhorarmos", diz.

Bruno Junqueira perdeu a oportunidade de chegar ao pódio pela primeira vez em 2008 ao entrar nos pits, quando estava em segundo, faltando somente oito voltas para o fim. Mário Moraes, que chegou ser líder, perdeu a chance de figurar entre os cinco primeiros ao rodar na 60ª volta e ser obrigado a abandonar. Enrique Bernoldi levou uma batida de Ryan Hunter-Reay na 8ª volta, desistindo em seguida com a suspensão quebrada. Jaime Câmara foi o 14º colocado, apesar de subir 11 posições.

GP de Mid-Ohio
12ª etapa - 20/07/2009
Circuito misto com 2,258 milhas
Mid-Ohio Sports Car Course - Lexington, Ohio (Estados Unidos)
1) Ryan Briscoe (AUS/Penske), 85 voltas
2) Hélio Castro Neves (BRA/Penske), a 7s2640
3) Scott Dixon (NZL/Ganassi), a 7s6967
4) Will Power (AUS/KV), a 12s7569
5) Oriol Servia (ESP/KV), a 13s4713
6) Vitor Meira (BRA/Panther), a 14s9934
7) Tony Kanaan (BRA/Andretti Green), a 15s2597
8) Darren Manning (ING/Foyt), a 17s5053
9) Hideki Mutoh (JAP/Andretti Green), a 18s0084
10) Ryan Hunter-Reay (EUA/Rahal Letterman), a 19s2100
11) Justin Wilson (ING/Newman Haas Lanigan), a 28s8880
12) Danica Patrick (EUA/Andretti Green), a 34s6822
13) Bruno Junqueira (BRA/Dale Coyne), a 39s7940
14) Jaime Câmara (BRA/Conquest), a 51s5572
15) Ed Carpenter (EUA/Vision), a 1min19s919
16) Graham Rahal (EUA/Newman Haas Lanigan), a uma volta
17) Dan Wheldon (ING/Ganassi), a uma volta
18) A.J. Foyt IV (EUA/Vision), a uma volta
19) Mario Dominguez (MEX/Pacific Coast), a duas voltas
20) Buddy Rice (EUA/Dreyer & Reinbold), a três voltas
21) Marty Roth (CAN/Roth), a cinco voltas
22) Ernesto Viso (VEN/HVM), a cinco voltas
23) Milka Duno (VEN/Dreyer & Reinbold), a seis voltas
24) Mário Moraes (BRA/Dale Coyne), a 24 voltas
25) Marco Andretti (EUA/Andretti-Green), a 44 voltas
26) Enrique Bernoldi (BRA/Conquest), a 77 voltas

A classificação da Indy após doze etapas
1) Scott Dixon (Ganassi) 455 pontos
2) Hélio Castro Neves (Penske) 397 pontos
3) Tony Kanaan (Andretti Green) 365 pontos
4) Dan Wheldon (Ganassi) 364 pontos
5) Ryan Briscoe (Penske) 296 pontos
6) Danica Patrick (Andretti Green) 284 pontos
7) Hideki Mutoh (Andretti Green) 276 pontos
8) Marco Andretti (Andretti Green) 263 pontos
9) Ryan Hunter-Reay (Rahal Letterman) 252 pontos
10) Oriol Servia (KV) 250 pontos
11) Will Power (KV) 245 pontos
12) Ed Carpenter (Vision) 237 pontos
13) Darren Manning (Foyt) 235 pontos
14) Vitor Meira (Panther) 231 pontos
15) Buddy Rice (Dreyer & Reinbold) 226 pontos
16) Graham Rahal (Newman Haas Lanigan) 215 pontos
17) Ernesto Viso (HVM) 202 pontos
18) Justin Wilson (Newman Haas Lanigan) 202 pontos
19) A.J. Foyt IV (Vision) 201 pontos
20) Enrique Bernoldi (Conquest) 182 pontos
21) Bruno Junqueira (Dale Coyne) 173 pontos
22) Mario Moraes (Dale Coyne) 172 pontos
23) Jaime Câmara (Conquest) 114 pontos
24) Marty Roth (Roth) 113 pontos
25) Milka Duno (Dreyer & Reinbold) 100 pontos
26) Townsend Bell (Dreyer & Reinbold) 95 pontos
27) Mario Dominguez (Pacific Coast) 86 pontos
28) Jay Howard (Roth) 72 pontos
29) John Andretti (Roth) 71 pontos
30) Franck Perera (Conquest) 56 pontos
31) Tomas Scheckter (Luczo Dragon) 34 pontos
32) Roger Yasukawa (Beck) 16 pontos
33) Davey Hamilton (Kingdom) 16 pontos
34) Buddy Lazier (Hemelgarn) 13 pontos
35) Alex Lloyd (Rahal Letterman) 10 pontos
36) Jeff Simmons (Foyt) 10 pontos
37) Sarah Fisher (Sarah Fisher) 10 pontos

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Mid-Ohio Sports Car Course



Por Bobby Rahal

Um dos mais tradicionais autódromos dos Estados Unidos, praticamente perdido no meio do nada, é a sede da 12ª etapa da Fórmula Indy, a quinta de uma série de seis eventos consecutivos que se encerará em Edmonton, Canadá, nessa primeira temporada depois da reunificação do campeonato.

O Mid-Ohio Sports Car Course é um tradicional circuito misto de média a baixa velocidade, e extensão de 2,250 milhas (3.634 metros) e 13 curvas, localizado nas proximidades da cidade de Lexington, no estado de Ohio, que entrou no calendário da Fórmula Indy (ainda controlada pela Cart) a partir de 1980.

Com um traçado bem atraente, alternando subidas e descidas, o circuito de Mid-Ohio é muito exigente, não permitindo muitas ultrapassagens, e historicamente tinha poucas bandeiras amarelas durante as suas provas, que costumavam privilegiar os pilotos da escola européia.

"Mid-Ohio é uma pista que eu gosto muito, por ser um circuito permanente. E era sem dúvida uma das nossas mais longas corridas, devido à sua exigência física", atestou Bruno Junqueira. Émerson Fittipaldi é o piloto que mais venceu nessa pista, com três vitórias.

Mid-Ohio nunca pertenceu ao ex-piloto Bobby Rahal, mas foi construído por Les Griebling em 1962 e vendido para James R. Trueman em 1981, que posteriormente criou uma empresa chamada Truesports Inc. A confusão toda é que essa Truesports já teve equipe correndo na Indy, com o próprio piloto Bobby Rahal que venceu por ela os campeonatos de 1986 e 1987.

Após a saída de Bobby Rahal, a equipe entrou em decadência, até que ao final de 1991 ela foi vendida para o próprio Bobby Rahal em associação com Carl Hogan, que a rebatizou de Team Rahal Hogan e com ela foi campeão da Indy em 1992. Posteriormente Carl Hogan saiu da sociedade e o nome do time ficou Team Rahal.

A sede do Team Rahal (atualmente Rahal Letterman) continua na cidade de Lexington e por isso a pista de Mid-Ohio, localizada nas proximidades, não deixa de ser o quintal de casa para a equipe.

O circuito de Mid-Ohio saiu do calendário da Indy após 2003. Naquele ano, cerca de 2.700 fãs participaram de um abaixo-assinado para manter o GP de Mid-Ohio no calendário, durante a disputa da prova. Eles começaram a distribuir as listas de assinaturas após surgir o boato de que a Cart poderia não voltar ao circuito em 2004, o que realmente ocorreu. Segundo estimativas, naquele final de semana cerca de 70 mil pessoas estiveram no autódromo.

A partir de 2007 a prova de Mid-Ohio retornou à Indy, agora sendo administrada por Tony George, e tendo Scott Dixon como vencedor e Hélio Castro Neves o pole position. Essa é a oportunidade dos pilotos e equipes oriundas da antiga Champ Car conseguir um bom resultado, pois a pista de Lexington é um terreno bem conhecidos deles.

A programação prevê para sexta-feira duas sessões de treinos livres de uma hora cada. Pela frente, os pilotos encontrarão um circuito que exige muito do câmbio e dos freios, já que são constantes as freadas fortes, reacelerações e mudanças de marcha, premiando a experiência e a capacidade de encontrar rapidamente o melhor acerto para o chassi e a suspensão. A definição do grid ocorre sábado, em três partes, como na Fórmula 1, antes ainda será realizada a última sessão de treinos livres

Confira a programação para o GP de Mid-Ohio, décima segunda etapa da temporada de 2008 da Fórmula Indy (horários de Brasília):

Sexta-feira (18/07)
11h40 - treino livre
16h10 - treino livre

Sábado (19/07)
09h45 - treino livre
12h45 - treino classificatório

Domingo (20/07)
09h30 - Warmup
14h30 - GP de Mid-Ohio (85 voltas)

Vencedor em 2007: Scott Dixon (NZL)
Pole em 2007: Hélio Castro Neves (BRA)

Vídeo do Dia: Mid-Ohio 2002

Este vídeo mostra as imagens obtidas pelo capacete do brasileiro Tony Kanaan, enquanto percorria o traçado de Mid-Ohio durante a corrida de 2002, a penúltima disputada pela Fórmula Indy quando ainda era controlada pela Cart.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Indy 2008: 11ª etapa – Nashville



11ª etapa - GP de Nashville
Chuva dá vitória a Dixon em Nashville
Neozelandês abre 67 pontos sobre Hélio Castro Neves, o vice na classificação

Quando decidiu manter seus pilotos na pista, ao invés de chamá-los aos pits durante a penúltima bandeira amarela da corrida noturna realizada no oval de Nashville, a Ganassi fez Scott Dixon alcançar sua terceira vitória seguida no circuito, além do segundo lugar para Dan Wheldon. Uma grande estratégia que levou a quarta conquista de Dixon no ano.

Por pouco um erro na comunicação pelo rádio entre a equipe e o piloto não coloca tudo a perder. Por sorte, Dixon que pretendia entrar nos boxes, não parou, executando o que planejava a equipe desde o início, abrindo assim, 63 pontos de vantagem em relação ao vice-líder Hélio Castro Neves.

Depois da prova, Wheldon confessava que não tinha um carro bem acertado para as condições exigidas no percurso, sentia dificuldade ao dirigir no tráfego, mas comemorava a boa sorte. "Tivemos uma grande noite, a chuva nos deu a dobradinha, mas foi duro manter o carro na pista", diz.

Hélio Castro Neves, o pole position, lamentava o encerramento prematuro na 171ª volta, quando ainda restavam 29 voltas. Caso tivessem sido disputadas mais quatro voltas, o brasileiro teria vencido pela primeira vez na temporada. Mesmo liderando as primeiras voltas, perdeu terreno ao sair do traçado e encher seus pneus de detritos, caindo para quarto. Depois, na relargada, ultrapassou Tony Kanaan, assumindo a terceira posição momentos antes da interrupção definitiva.

Outro que tinha motivos para reclamar da falta de sorte era Tony Kanaan, o piloto com mais voltas lideradas em Nashville. Ele estava na ponta até a Andretti Green o chamar aos pits na penúltima amarela, acreditando que a fina chuva que caía não duraria muito. No fim, perdeu duas posições para os pilotos da Ganassi e mais outra na relargada para Castro Neves, chegando em quarto.

"Eu acredito que foi a decisão correta me chamar para o pit stop, pois ninguém poderia saber quando a chuva ia cair forte e muitos nos seguiram. Eu confio totalmente na minha equipe. Infelizmente, a chuva não nos ajudou no momento certo", diz Kanaan.

Mas o grande azarado da noite atendia pelo nome de Ryan Briscoe. Logo no começo, abandonou ao ter seu carro atingido na curva 2 por um desgovernado Marco Andretti, indo em direção ao muro. Na última etapa em Watkins Glen, Briscoe foi vítima de Scott Dixon, que naquela ocasião arruinou suas chances de vencer pela segunda vez em 2008.

Vitor Meira, por sua vez, elogiava o desempenho de seu carro, comemorando como seu fosse uma vitória o sexto lugar, atrás de Danica Patrick. Largando em 15º, conseguiu abrir caminho, ganhando posições até figurar entre os líderes em quarto. Então revolveu seguir o então líder Tony Kanaan, entrando nos boxes e perdeu quatro posições.

Na relargada Meira ainda conseguiu realizar duas ultrapassagens para terminar em sua melhor colocação desde as 500 milhas de Indianápolis. Mário Moraes foi o décimo, na frente de seu companheiro de equipe na Dale Coyne, Bruno Junqueira, o 15º. Enrique Bernoldi e Jaime Câmara, pilotos da Conquest, não terminaram.

Essa foi à centésima conquista da história da Ganassi, incluindo diferentes categorias como a Fórmula Indy (62 vitórias), Nascar (12 vitórias), Arca (6 vitórias) e Grand Am (20 vitórias). Somente Dixon contribuiu com 14 triunfos.

Outra boa notícia para Ganassi foi à renovação do contrato de Dan Wheldon por mais uma temporada, fruto da reunificação ocorrida na Indy no começo desse ano. Ainda falta assinar o novo contrato, mas entre o dono do time, Chip Ganassi e Wheldon está tudo definido.

A um bom tempo, Wheldon manifestava o desejo de se transferir para a Nascar, sendo convencido a pelo menos terminar essa temporada da Indy. Agora, com aumento da competitividade e a perspectiva de crescimento, tanto no mercado norte-americano quanto mundial o fez mudar de idéia.

GP de Nashville
11ª etapa - 12/07/2008
Circuito oval com 1,330 milha
Nashville Superspeedway - Lebanon, Tennessee (Estados Unidos)

1) Scott Dixon (NZL/Ganassi), 171 voltas
2) Dan Wheldon (ING/Ganassi), 171 voltas
3) Hélio Castro Neves (BRA/Penske), 171 voltas
4) Tony Kanaan (BRA/Andretti Green), 171 voltas
5) Danica Patrick (EUA/Andretti Green), 171 voltas
6) Vitor Meira (BRA/Panther), 171 voltas
7) Buddy Rice (EUA/Dreyer & Reinbold ), 171 voltas
8) Ed Carpenter (EUA/Vision), 171 voltas
9) Darren Manning (ING/Foyt), 171 voltas
10) Mário Moraes (BRA/Dale Coyne), 170 voltas
11) Will Power (AUS/KV), 170 voltas
12) Graham Rahal (EUA/Newman Haas Lanigan), 170 voltas
13) Marty Roth (CAN/Roth), 170 voltas
14) Hideki Mutoh (JAP/Andretti Green), 169 voltas
15) Bruno Junqueira (BRA/Dale Coyne), 169 voltas
16) Oriol Servia (ESP/KV), 169 voltas
17) Milka Duno (VEN/Dreyer & Reinbold), 168 voltas
18) Justin Wilson (ING/Newman Haas Lanigan), 143 voltas
19) Ryan Hunter-Reay (EUA/Rahal Letterman), a 72 voltas
20) Enrique Bernoldi (BRA/Conquest), a 105 voltas
21) Jaime Câmara (BRA/Conquest), a 121 voltas
22) A.J. Foyt IV (EUA/Vision), a 126 voltas
23) Ryan Briscoe (AUS/Penske), a 168 voltas
24) Marco Andretti (EUA/Andretti Green), a 169 voltas

A classificação da Indy após onze etapas
1) Scott Dixon (Ganassi) 420 pontos
2) Hélio Castro Neves (Penske) 357 pontos
3) Dan Wheldon (Ganassi) 351 pontos
4) Tony Kanaan (Andretti Green) 339 pontos
5) Danica Patrick (Andretti Green) 266 pontos
6) Hideki Mutoh (Andretti Green) 254 pontos
7) Marco Andretti (Andretti Green) 253 pontos
8) Ryan Briscoe (Penske) 243 pontos
9) Ryan Hunter-Reay (Rahal Letterman) 232 pontos
10) Ed Carpenter (Vision) 222 pontos
11) Oriol Servia (KV) 220 pontos
12) Buddy Rice (Dreyer & Reinbold) 214 pontos
13) Will Power (KV) 213 pontos
14) Darren Manning (Foyt) 211 pontos
15) Vitor Meira (Panther) 203 pontos
16) Graham Rahal (Newman Haas Lanigan) 201 pontos
17) Ernesto Viso (HVM) 190 pontos
18) A.J. Foyt IV (Vision) 189 pontos
19) Justin Wilson (Newman Haas Lanigan) 183 pontos
20) Enrique Bernoldi (Conquest) 172 pontos
21) Mario Moraes (Dale Coyne) 160 pontos
22) Bruno Junqueira (Dale Coyne) 156 pontos
23) Marty Roth (Roth) 101 pontos
24) Jaime Câmara (Conquest) 98 pontos
25) Townsend Bell (Dreyer & Reinbold) 95 pontos
26) Milka Duno (Dreyer & Reinbold) 88 pontos
27) Mario Dominguez (Pacific Coast) 74 pontos
28) Jay Howard (Roth) 72 pontos
29) John Andretti (Roth) 71 pontos
30) Franck Perera (Conquest) 56 pontos
31) Tomas Scheckter (Luczo Dragon) 34 pontos
32) Roger Yasukawa (Beck) 16 pontos
33) Davey Hamilton (Kingdom) 16 pontos
34) Buddy Lazier (Hemelgarn) 13 pontos
35) Alex Lloyd (Rahal Letterman) 10 pontos
36) Jeff Simmons (Foyt) 10 pontos
37) Sarah Fisher (Sarah Fisher) 10 pontos

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Nashville Superspeedway



O Nashville Superspeedway é um circuito trioval de 1,330 milha, localizado na cidade de Lebanon, no estado do Tennessee, próximo a Nashville, o palco da 11ª etapa da Fórmula Indy. Serão 200 voltas, totalizando 266 milhas de extensão.

Essa é a quarta corrida seguida da maratona de provas no verão norte-americano, que teve início em Iowa e terá seu encerramento em Edmonton, no Canadá, no dia 26 de julho.

O traçado possui curvas com inclinações de 14 graus, com uma volta sendo percorrida em torno de 23 segundos durante a corrida. A classificação para o grid de largada será definido com a média das quatro voltas cronometradas de cada piloto.

Nashville possui características bem distintas em relação aos outros ovais da Indy, pois além do pavimento de concreto, é extremamente abrasiva, levando a um desgaste prematuro dos pneus, sem contar as ondulações e as diversas variações nas curvas.

A Firestone, única fornecedora de pneus da categoria, informou que levou 1.120 unidades para o Tennessee, com cada carro tendo 8 jogos (32 pneus) a disposição. Os estreantes terão direito a dois jogos extras, pois farão na quinta-feira um treino exclusivo para poderem conhecer o circuito um pouco mais antes da classificação.

Os engenheiros da fábrica criaram um composto específico para ser usado no piso de concreto de Nashville. Os pneus do lado esquerdo possuem o mesmo formato dos utilizado no Iowa, com o diâmetro maior, já que os carros se apóiam para fazerem as curvas exigindo mais desse lado. Já os pneus direitos são semelhantes aos usados em Homestead, Texas e Kansas, mas, com a calibragem mais alta.

A corrida desse sábado é outra a ser realizada a noite. Como sempre acontece nas provas noturnas, às sessões de treinos são concentradas em um único dia, no caso, na sexta-feira. Teremos dois treinos livres, com uma hora de duração cada um, para as equipes tentaram encontrar o melhor acerto tanto para a corrida quanto para a classificação.

O nome mais cotado para receber a guitarra que é oferecida como troféu (Nashville é considerada a capital da música country) é o do neozelandês Scott Dixon, da Ganassi, vencedor duas últimas edições da prova. Outro favorito é o brasileiro Tony Kanaan, da Andretti Green, que em 2004, ano em que venceu a prova, ano em que foi campeão.

Confira a programação para o GP de Nashville, décima primeira etapa da temporada de 2008 da Fórmula Indy (horários de Brasília):

Quinta-feira (10/07)
18h00 - treino dos novatos

Sexta-feira (11/07)
12h15 - treino livre
15h45 - treino livre
19h30 - treino classificatório

Sábado (12/07)
21h00 - GP de Nashville (200 voltas)

Vencedor em 2007: Scott Dixon (NZL)
Pole em 2007: Scott Dixon (NZL)

Indy 2008: 10ª etapa – Watkins Glen

10ª etapa - GP de Watkins Glen
Ryan Hunter-Reay desencanta e vence em Watkins Glen

Hunter-Reay aproveitou vacilo de Scott Dixon, impedindo o quarto triunfo do neozelandês

A tentativa por parte do piloto neozelandês Scott Dixon de vencer pela quarta vez consecutiva no circuito de Watkins Glen terminou com um erro incomum que deu para Ryan Hunter-Reay a oportunidade necessária para obter sua primeira vitória na Fórmula Indy (não computando as duas conquistas ocorridas no antigo campeonato da Champ Car).

Dixon, que se preparava para atacar o líder Darren Manning após um longo período em bandeira amarela, subitamente rodou e foi atingido na traseira pelo australiano Ryan Briscoe, da Penske, naquele momento o terceiro colocado que liderou grande parte da corrida tendo sempre Dixon em seu encalço. Por fim, os dois pilotos perderam tempo, terminando a prova em décimo primeiro e décimo segundo respectivamente.

Isso deu o segundo lugar a Ryan Hunter-Reay, que com facilidade ultrapassou Manning com muita competência na relargada, e deu à sua equipe, a Rahal Letterman, sua quarta vitória na Indy, sob o comando de Tony George. Esta é a primeira conquista da equipe desde Michigan em 2004.

Foi a terceira vitória de Hunter-Reay em uma categoria de Indy. Em 2003, ele venceu sua primeira corrida no circuito nas ruas de Surfer's Paradise, na Austrália, quando defendia a equipe Johansson. A segunda ocorreu no tradicional oval de Milwaukee, agora pela Herdez, onde além de ser o pole position obteve o recorde de único piloto a vencer uma corrida de oval liderando todas as voltas.

Então, após um forte acidente na mesma Milwaukee em 2005, quando era piloto da limitada Rocketsports, ficou com seqüelas que o impediram de ter uma boa performance naquele campeonato, sendo mandando embora depois do GP de Las Vegas. Ele ficou um bom tempo sem ter um rumo em sua carreira até que a Rahal Letterman o convocou para assumir a vaga de Jeff Simmons nas últimas seis provas da temporada 2007.

"É um sonho que se torna realidade. Um norte-americano vencendo, é um time norte-americano. Bobby Rahal me deu o emprego e agora estamos no círculo da vitória. Não consigo dizer o quão feliz estou. É incrível. Fiz uma boa relargada em cima de Darren e segui pressionando. Quando chegamos ao alto da colina, Darren usou a linha de fora e consegui um espaço para passar", comemorou.

Foi um estranho final para uma corrida, cujas 40 primeiras voltas na pista de 3,400 milhas, com 11 curvas, transcorria sem grandes incidentes, e que terminou sob bandeira amarela durante a maior parte das 20 últimas voltas devido a uma incrível série de batidas e rodadas.

Dixon, em sua tentativa de ser tornar o primeiro piloto da Indy com quatro vitórias consecutivas no mesmo circuito, parecia estar em condições de alcançar Manning quando fosse acionada a bandeira verde nas 12 voltas que ainda faltavam para o encerramento da prova. "Fui um completo idiota", disse um claramente envergonhado Dixon após terminar na décima primeira posição. "Nós perdemos muitos pontos valiosos", completou.

Um dos destaques de Watkins Glen foi o terceiro lugar do brasileiro Tony Kanaan, da Andretti Green, que correu com um pulso esquerdo trincado, resultado de um acidente ocorrido no warm up ocasionado pela quebra de uma suspensão.

Quem também tinha motivos para comemorações era a dupla brasileira da Dale Coyne, Bruno Junqueira e Mário Moraes. Junqueira teve o seu melhor resultado no ano, depois de uma corrida combativa e de arriscar na estratégia de pits, com uma parada a menos que os líderes, sendo recompensado com o sexto lugar.

Pena que na última relargada, quando era o quarto, Junqueira tenha sido superado por Buddy Rice, da Dreyer & Reinbold, e por Marco Andretti, da Andretti Green, que ficaram no quarto e quinto lugares.

Logo atrás, em sétimo, veio Mário Moraes, que realizou diversas ultrapassagens no início da disputa, chegando a ocupar a quinta posição, só que foi prejudicado por um pit stop ruim, o que lhe tirou a oportunidade de ter um resultado ainda melhor.

Os outros brasileiros não foram bem. Hélio Castro Neves, da Penske, que largou na última posição, com seis voltas já parava na entrada dos boxes com problemas de câmbio, e terminou em 16º, com duas voltas de desvantagem. Vitor Meira, da Panther, Enrique Bernoldi e Jaime Câmara, da Conquest, abandonaram depois de se envolverem em acidentes ou saídas de pista.

GP de Watkins Glen
10ª etapa - 06/07/2008
Circuito misto com 3,400 milhas

Watkins Glen International - Watkins Glen, Nova Iorque (Estados Unidos)
1) Ryan Hunter-Reay (EUA/Rahal Letterman), 1h54min01s1795, 60 voltas
2) Darren Manning (ING/Foyt), a 2s4009
3) Tony Kanaan (BRA/Andretti Green), a 4s1054
4) Buddy Rice (EUA/Dreyer & Reinbold), a 4s8111
5) Marco Andretti (EUA/Andretti Green), a 5s3132
6) Bruno Junqueira (BRA/Dale Coyne), a 5s8084
7) Mario Moraes (BRA/Dale Coyne), a 8s6248
8) Graham Rahal (EUA/Newman Haas Lanigan), a 9s4563
9) Hideki Mutoh (JAP/Andretti Green), a 10s1785
10) Ernesto Viso (VEN/HVM), a 10s8602
11) Scott Dixon (NZL/Ganassi), a 11s0455
12) Ryan Briscoe (AUS/Penske), a 11s5953
13) Mario Dominguez (MEX/Pacific Coast), a 12s7773
14) Danica Patrick (EUA/Andretti Green), a 26s6599
15) Will Power (ING/KV), a 38s1033
16) Hélio Castro Neves (BRA/Penske), a 1 volta
17) Ed Carpenter (EUA/Vision), a 1 volta
18) Jaime Câmara (BRA/Conquest), a 9 voltas
19) A.J. Foyt IV (EUA/Vision), a 13 voltas
20) Milka Duno (VEN/Dreyer & Reinbold), a 15 voltas
21) Enrique Bernoldi (BRA/Conquest), a 16 voltas
22) Vitor Meira (BRA/Panther), a 22 voltas
23) Oriol Servia (ESP/KV), a 22 voltas
24) Dan Wheldon (EUA/Ganassi), a 41 voltas
25) Justin Wilson (ING/Newman Haas Lanigan), a 44 voltas
26) Jay Howard (ING/Roth), a 45 voltas

A classificação da Indy após dez etapas
1) Scott Dixon (Ganassi) 370 pontos
2) Hélio Castro Neves (Penske) 322 pontos
3) Dan Wheldon (Ganassi) 311 pontos
4) Tony Kanaan (Andretti Green) 304 pontos
5) Marco Andretti (Andretti Green) 241 pontos
6) Hideki Mutoh (Andretti Green) 238 pontos
7) Danica Patrick (Andretti Green) 236 pontos
8) Ryan Briscoe (Penske) 231 pontos
9) Ryan Hunter-Reay (Rahal Letterman) 220 pontos
10) Oriol Servia (KV) 206 pontos
11) Ed Carpenter (Vision) 198 pontos
12) Will Power (KV) 194 pontos
13) Ernesto Viso (HVM) 190 pontos
14) Darren Manning (Foyt) 189 pontos
15) Buddy Rice (Dreyer & Reinbold) 188 pontos
16) Graham Rahal (Newman Haas Lanigan) 183 pontos
17) A.J. Foyt IV (Vision) 177 pontos
18) Vitor Meira (Panther) 175 pontos
19) Justin Wilson (Newman Haas Lanigan) 171 pontos
20) Enrique Bernoldi (Conquest) 160 pontos
21) Bruno Junqueira (Dale Coyne) 141 pontos
22) Mário Moraes (Dale Coyne) 140 pontos
23) Townsend Bell (Dreyer & Reinbold) 95 pontos
24) Jaime Câmara (Conquest) 86 pontos
25) Marty Roth (Roth) 84 pontos
26) Milka Duno (Dreyer & Reinbold) 75 pontos
27) Mario Dominguez (Pacific Coast) 74 pontos
28) Jay Howard (Roth) 72 pontos
29) John Andretti (Roth) 71 pontos
30) Franck Perera (Conquest) 56 pontos
31) Tomas Scheckter (Luczo Dragon) 34 pontos
32) Roger Yasukawa (Beck) 16 pontos
33) Davey Hamilton (Kingdom) 16 pontos
34) Buddy Lazier (Hemelgarn) 13 pontos
35) Alex Lloyd (Rahal Letterman) 10 pontos
36) Jeff Simmons (Foyt) 10 pontos
37) Sarah Fisher (Fisher) 10 pontos

Watkins Glen

Por Bobby Rahal

Watkins Glen é uma pequena localidade situada na região norte do estado norte-americano de Nova York, numa região chamada Finger Lakes, famosa pela beleza da paisagem e pela indústria de vinhos. Ela fica próxima aos importantes centros urbanos de Buffalo, Syracuse, Rochester e Binghamton.

Para quem conhece automobilismo entretanto Watkins Glen é um nome que faz parte da história e da tradição do automobilismo, graças ao famoso circuito misto permanente de Watkins Glen International, chamado de "The Glen" ou "Thunder Road".

Ele foi construído como circuito permanente em 1956, mas desde 1948 por iniciativa do estudante de direito Cameron Argentsinger aconteciam corridas de estilo europeu no local, aproveitando as ruas e as estradas da região.

A partir de 1961, o circuito de Watkins Glen tornou-se a sede do Grande Prêmio dos Estados Unidos de Fórmula 1 e isso tornou o local mundialmente conhecido.

Desde cedo o perigoso circuito com mudanças de elevação marcantes e curvas rápidas e abauladas tornou-se um lugar de acontecimentos extraordinários para a história do automobilismo americano e mundial.

Foi ali, no ano de estréia do circuito no calendário da Fórmula 1 em 1961, que o piloto inglês Innes Ireland venceu a primeira prova da lendária equipe Lotus, iniciando uma trajetória vitoriosa da equipe que levaria a várias vitórias e títulos mundiais.

Foi em Watkins Glen que em 1970 o jovem piloto brasileiro Émerson Fittipaldi, no seu ano de estréia na categoria, obteve a primeira de suas 14 vitórias na Fórmula 1. A vitória de Émerson em Watkins Glen garantiu matematicamente o título da temporada de 1970 para o piloto austríaco Jochen Rindt, companheiro de Emerson na equipe Lotus, que havia morrido num acidente nos treinos para a prova anterior, em Monza. Rindt sagrou-se em Watkins Glen o único piloto campeão do mundo póstumo da história da Fórmula 1.

Também foi em Watkins Glen que Emerson assegurou o título mundial da temporada de 1974 com a McLaren, ao derrotar Clay Regazzoni, da Ferrari, na última prova daquela temporada.

A carreira de Émerson Fittipaldi na Fórmula 1 terminaria seis anos depois, em 1980, justamente em Watkins Glen. Aquela foi a última prova de Émerson na categoria, abalado por um acidente múltiplo na prova anterior em Montreal (no GP do Canadá) e disposto a prosseguir na categoria apenas como dono de equipe.

A prova de 1980 foi também a última da Fórmula 1 em Watkins Glen, pois naquela época o circuito passou a enfrentar sérias dificuldades financeiras que quase levaram ao seu fechamento. Após uma prova da Fórmula Cart disputada em 1981, o circuito de Watkins Glen não receberia qualquer prova importante nos 3 anos seguintes.

A salvação viria em 1983, quando o circuito foi adquirido pela Corning Enterprises (uma subsidiária da Corning Glass Works, fabricante de vidros pirex) em associação com a International Speedway Corp. (ISC).

Isso permitiu que em 1986 o circuito entrasse para o calendário da divisão principal da Nascar e se reerguesse como um dos mais importantes do país. Esse foi um fato que teve significado mais do que simbólico, pois a primeira corrida profissional disputada no circuito permanente aconteceu em 1957 e foi justamente uma prova de Nascar vencida por Buck Baker.

Em 1997 a ISC compraria a parte da Corning no negócio e se tornaria a única proprietária do circuito de Watkins Glen, como é até hoje.

Finalmente, em 2005 o automobilismo de monopostos fez o seu retorno triunfal ao velho circuito, após uma ausência de 24 anos desde a prova da Fórmula Indy de 1981. Foi o "Watkins Glen Indy Grand Prix presented by Argent Mortgage" no dia 25 de setembro, que resgatou também a tradicional data de início do outono quando acontecia antigamente o GP dos Estados Unidos de Fórmula 1. A corrida teve 60 voltas num circuito de 3,400 milhas (5,470 km), totalizando 204 milhas de extensão.

Como curiosidade histórica, o circuito resgatou com a Indy um trecho conhecido como "The Boot" (A Bota) que fica logo após a maior reta do circuito e que foi inaugurado no GP dos Estados Unidos de 1972, mas que não vinha sendo utilizado nas corridas da Nascar.

De fato o circuito de Watkins Glen onde a Indy corre difere significativamente do circuito da Nascar pela inclusão da parte da "Bota" e pela exclusão de um trecho chamado de "Inner Loop", uma chicane no final da maior reta do circuito.

O circuito de Watkins Glen onde a Nascar Sprint Cup corre: sem a "Bota" e com o "Inner Loop", tem a extensão de 2,450 milhas (3,900 km). O circuito "Grand Prix" de Watkins Glen onde a Fórmula 1 correu um dia e a Indy corre: com a "Bota" e sem o "Inner Loop", extensão de 3,400 milhas (5,470 km).

As curvas de Watkins Glen são uma atração a parte. Embora seja um circuito misto permanente, as curvas possuem inclinações variando de 6 a 10 graus. Por outro lado, em se tratando de uma pista antiga, a largura é em média de apenas 38 pés (cerca de 11,5 metros), o que durante a corrida poderá ser pouco, tornando o circuito estreito. Exemplificando, a prova em Watkins Glen poderá eventualmente ser como em Sonoma, onde um carro lento poderá seguir trajetórias defensivas e segurar todo mundo atrás dele, tornando as ultrapassagens escassas e difíceis.

Mas isso são apenas detalhes. Rever Watkins Glen será reviver a própria história do automobilismo, pois o traçado da pista está praticamente como era em 1972, com pouquíssimas modificações. Continua sendo um circuito muito rápido e assustador, de deixar os cabelos em pé. Imperdível para quem gosta de automobilismo.

Como é habitual nesse tipo de pista, a sexta-feira é marcada por duas sessões de treinos livres, em que as equipes procuram trabalhar em condições de corrida e encontrar as regulagens ideais para os carros. No sábado, os 27 pilotos serão divididos em dois grupos para mais uma sessão livre, que antecede a qualificação, novamente dividida em três setores, nos quais os mais velozes avançam até a superpole.

Confira a programação para o GP de Watkins Glen, décima etapa da temporada de 2008 da Fórmula Indy (horários de Brasília):

Sexta-feira (04/07)
11h15 - treino livre
16h30 - treino livre

Sábado (05/07)
10h30 - treino livre
14h30 - treino classificatório

Domingo (06/07)
11h30 - warm up
16h30 - GP de Watkins Glen (60 voltas)

Vencedor em 2007: Scott Dixon (NZL)
Pole em 2007: Hélio Castro Neves (BRA)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Indy 2008: 9ª etapa – Richmond



9ª etapa - GP de Richmond
Tony Kanaan foge das batidas para vencer em Richmond

Hélio Castro Neves chega em segundo e completa dobradinha brasileira

O brasileiro Tony Kanaan aproveitou a vantagem de ter largado na primeira posição de largada, além da última parada nos pits do seu companheiro de equipe Marco Andretti, para levar no sábado, na corrida de Richmond, sua primeira vitória nesse oval e na temporada 2008 da Fórmula Indy.

Em uma noite em que metade dos 26 bólidos que participaram da corrida abandonou por conta de acidentes, Kanaan teve muita sorte, evitando o caos que causou nove bandeiras amarelas (cifra que igualou o recorde). Assim, o brasileiro rumou para sua 13ª vitória na Fórmula Indy (somente levando em conta as corridas sancionadas pela IRL).

A conquista veio seis dias depois de Kanaan, que liderava no oval de Iowa, bater no muro por um erro seu quando faltavam 71 voltas da bandeira quadriculada. O piloto da Andretti Green acredita que teve sorte em Richmond. Também considerou decisivo largar na ponta. "Fomos beneficiamos por começar na frente. Esta é uma típica corrida em Richmond, muito difícil, muito longa", explicou.

"Foi uma dura corrida. Eu acho que tínhamos um carro forte. O Marco, também. Nós dividimos as estratégias apenas para tentar cobrir as duas bases, e finalmente a sorte estava do meu lado", comemorou Kanaan.

Outro brasileiro, Hélio Castro Neves, da Penske, largou na 18ª posição, porém aproveitou de um grande trabalho de sua equipe nos pits stops para poder brigar e terminar em segundo, fazendo a dobradinha brasileira, seguido pelos pilotos da Ganassi, Scott Dixon e Dan Wheldon. O espanhol Oriol Servia, da KV, foi o quinto e Danica Patrick, companheira de equipe de Tony, a sexta.

O inglês Justin Wilson, da Newman Haas Lanigan, Townsend Bell, da Dreyer & Reinbold, Marco Andretti, da Andretti Green e Ernesto Viso, da HVM, completaram a lista dos dez melhores classificados em Richmond.

Castro Neves reclamou que sofreu problemas com a aderência de seu carro no transcorrer da corrida, e por fim enalteceu o desempenho demonstrado pelos pilotos da concorrente Andretti Green.

"Tentamos tudo. A Penske fez um grande trabalho nos nossos pit stops. Estava tentando tudo que podia para melhorar de posição. A única chance foi tirar o máximo das relargadas e da largada da corrida. A Andretti Green estava muito melhor do que nós. Eles pareceram estar mais consistentes, especialmente quando os pneus começavam a se desgastar um pouco. É uma pena", comentou.

Mas quem realmente tinha motivos para se sentir injustiçado era o piloto da Conquest, Jaime Câmara Neto, brasileiro estreante na Indy. Largando em vigésimo quarto, teve uma brilhante atuação, realizando dez ultrapassagens na largada, e depois ainda liderou 44 voltas.

Infelizmente, quando estava em terceiro, ainda restando 83 voltas para a bandeirada final, seu carro saiu de traseira e acertou o muro com violência, sendo obrigado a abandonar, mas ao menos ele não sofreu nenhum ferimento. "Foi uma pena, pois era uma corrida para um excelente resultado. O momento do acidente foi muito estranho porque o carro escapou do nada. Eu já entrava na reta, depois da curva quatro, quando ele saiu de traseira. Apesar de tudo, mostramos que somos competitivos. Vamos para Watkins Glen mais confiantes", lamentava Câmara.

GP de Richmond
9ª etapa - 28/06/2008

Circuito oval com 0,75 milha
Richmond International Raceway - Richmond, Virgínia (Estados Unidos)
1) Tony Kanaan (BRA/Andretti Green), 2h04min05s5111, 300 voltas
2) Hélio Castro Neves (BRA/Penske), a 4s7691
3) Scott Dixon (NZL/Ganassi), a 6s6504
4) Dan Wheldon (ING/Ganassi), a 7s7270
5) Oriol Servia (ESP/KV), a 10s7701
6) Danica Patrick (EUA/Andretti Green), a 10s9198
7) Justin Wilson (ING/Newman Haas Lanigan), a 16s3094
8) Townsend Bell (EUA/Dreyer & Reinbold), a 17s5175
9) Marco Andretti (EUA/Andretti Green), a 1 volta
10) Ernesto Viso (VEM/HVM), a 2 voltas
11) Ed Carpenter (EUA/Vision), a 62 voltas
12) Darren Manning (ING/Foyt), a 65 voltas
13) Hideki Mutoh (JAP/Andretti Green), a 80 voltas
14) Jaime Câmara (BRA/Conquest), a 83 voltas
15) Ryan Briscoe (AUS/Penske), a 142 voltas
16) Ryan Hunter-Reay (EUA/Rahal Letterman), a 157 voltas
17) Mário Moraes (BRA/Dale Coyne), a 157 voltas
18) Graham Rahal (EUA/Newman Haas Lanigan), a 169 voltas
19) Marty Roth (CAN/Roth), a 183 voltas
20) Vitor Meira (BRA/Panther), a 209 voltas
21) John Andretti (EUA/Roth), a 209 voltas
22) Buddy Rice (EUA/Dreyer & Reinbold), a 220 voltas
23) Bruno Junqueira (BRA/Dale Coyne), a 222 voltas
24) AJ Foyt IV (EUA/Vision), a 271 voltas
25) Will Power (AUS/KV), a 292 voltas
26) Enrique Bernoldi (BRA/Conquest), a 294 voltas

A classificação da Indy após nove etapas
1) Scott Dixon (Ganassi) 351 pontos
2) Hélio Castro Neves (Penske) 308 pontos
3) Dan Wheldon (Ganassi) 299 pontos
4) Tony Kanaan (Andretti Green) 269 pontos
5) Danica Patrick (Andretti Green) 220 pontos
6) Hideki Mutoh (Andretti Green) 216 pontos
7) Marco Andretti (Andretti Green) 211 pontos
8) Ryan Briscoe (Penske) 210 pontos
9) Oriol Servia (KV) 194 pontos
10) Ed Carpenter (Vision) 185 pontos
11) Will Power (KV) 179 pontos
12) Ernesto Viso (HVM) 170 pontos
13) Ryan Hunter-Reay (Rahal Letterman) 170 pontos
14) A.J. Foyt IV (Vision) 165 pontos
15) Vitor Meira (Panther) 163 pontos
16) Justin Wilson (Newman Haas Lanigan) 161 pontos
17) Graham Rahal (Newman Haas Lanigan) 159 pontos
18) Buddy Rice (Dreyer & Reinbold) 156 pontos
19) Darren Manning (Foyt) 149 pontos
20) Enrique Bernoldi (Conquest) 148 pontos
21) Mario Moraes (Dale Coyne) 114 pontos
22) Bruno Junqueira (Dale Coyne) 113 pontos
23) Townsend Bell (Dreyer & Reinbold) 95 pontos
24) Marty Roth (Roth) 84 pontos
25) Jaime Câmara (Conquest) 74 pontos
26) John Andretti (Roth) 71 pontos
27) Milka Duno (Dreyer & Reinbold) 63 pontos
28) Jay Howard (Roth) 62 pontos
29) Mario Dominguez (Pacific Coast) 57 pontos
30) Franck Perera (Conquest) 56 pontos
31) Tomas Scheckter (Luczo Dragon) 34 pontos
32) Roger Yasukawa (Beck) 16 pontos
33) Davey Hamilton (Kingdom) 16 pontos
34) Buddy Lazier (Hemelgarn) 13 pontos
35) Alex Lloyd (Rahal Letterman) 10 pontos
36) Jeff Simmons (Foyt) 10 pontos
37) Sarah Fisher (Fisher) 10 pontos