quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Galeria da Fama: Gil de Ferran (parte 4)

Apesar de conseguir o melhor resultado de um brasileiro na Fórmula Indy, desde os dois vice-campeonatos de Émerson Fittipaldi, em 1993 e 1994, Gil de Ferran não estava satisfeito. Ele queria ser campeão em 1998. O brasileiro permaneceu na equipe Walker, motivado como nada para superar Alessandro Zanardi, principal nome da categoria nos dois anos anteriores.

Era evidente a sua evolução como piloto. Menos erros, mais poles e pódios. Porém, faltava algo para a consagração definitiva: os pneus Firestone. O conjunto Reynard Honda da Walker era excepcional, diferente dos pouco competitivos compostos da Goodyear, vitoriosos em somente quatro corridas entre as dezessete disputadas na temporada anterior. Indicativo de muitas horas de testes em pista para tentar desenvolver uma borracha boa o suficiente, na esperança de brigar em igualdade de condições com a bicampeã Ganassi.

Na abertura em Homestead, Gil participou de uma animada briga pela vitória com mais três pilotos: Michael Andretti, Greg Moore, Alessandro Zanardi. Então, um erro na estratégia de pit stops o tirou da disputa. Terminou em um decepcionante sétimo lugar. Na estréia do moderno oval Twin Ring Motegi no Japão, Ferran foi o terceiro, sendo novamente prejudicado por erros da Walker na primeira parada, caindo de segundo para nono. Aproveitando-se da nova versão do motor Honda, com 40 cavalos a mais de potência, ele fez outra grande prova de recuperação, sendo o melhor piloto com o propulsor japonês nessa corrida.

No primeiro circuito de rua da temporada, em Long Beach, a expectativa por uma vitória de Gil era bem real, mas virou um sonho. Alessandro Zanardi fez uma de suas melhores corridas, batendo nas últimas voltas sua vítima preferida, o norte-americano Bryan Herta. Enquanto isso, Ferran, que era o líder até a 80ª volta, abandonou graças a um problema na caixa de câmbio. No travado oval de Nazareth, Gil teve um bom desempenho, sendo o melhor brasileiro, em quarto lugar. Ele andou boa parte da corrida em segundo, graças aos eficientes pit stops da Walker. Então, no trecho final, o acentuado desgaste dos pneus e a ultrapassagem ilegal de Zanardi em bandeira amarela o prejudicaram.

Em terras brasileiras, Ferran decepcionou a torcida no GP do Rio de Janeiro, ao jogar fora a chance de vencer ao ser precipitado como em outras ocasiões. Dessa vez o piloto, que tinha um excelente carro em mãos, bateu na 40ª volta em Paul Tracy na curva 1. Gil era até aquele momento a principal ameaça a Zanardi - que no fim seria derrotado em disputa emocionante pelo canadense Greg Moore -, mesmo com a lenta parada efetuada pela Walker, que o fez cair de segundo para quinto. Após ficar em quarto, graças ao grave acidente de Tony Kanaan, Gil mais uma vez foi atrapalhado pelas péssimas paradas da Walker. Ele perdeu posições nos três reabastecimentos, para concluir a etapa de Madison em sexto. Em Milwaukee, Gil de Ferran abandonou na 88ª volta, com problemas no motor, quando fazia uma corrida discreta.

No circuito de rua em Detroit, finalmente a Walker conseguiu executar os pit stops sem cometer erros. Gil ganhou duas posições em cada parada e subiu ao pódio em terceiro, após largar em oitavo. Nas últimas voltas, o brasileiro ainda chegou a brigar com Adrian Fernandez pela segunda posição. Em Portland, Ferran abandonou ao envolver-se numa batida ao tentar passar Bryan Herta na 79ª volta, para assumir a segunda posição, e ser mandando para fora da pista pelo norte-americano. Na etapa de Cleveland, Ferran terminou em sexto ao herdar a posição na última volta, aproveitando a rodada de Bryan Herta. Uma pane seca antes da segunda parada nos pits o tirou do pódio.

Na primeira rodada de reabastecimento em Toronto, Ferran atrapalhou-se ao passar sobre uma roda deixada no chão por um mecânico de Christian Fittipaldi. O impacto quebrou a suspensão do carro de Gil, que abandonou dentro da área de pits. Na trágica 500 milhas de Michigan, quando três pessoas morreram ao serem atingidas pelo pneu dianteiro direito que voou do carro de Adrian Fernandez na 175ª volta, o motor Honda de Gil, que teve uma atuação espetacular, explodiu faltando nove voltas da bandeirada, quando ele brigava pela vitória, depois de ter pulado de quinto para segundo e estava colado no líder Jimmy Vasser, que no fim foi batido por Greg Moore.

No GP de Mid-Ohio, ao contrário, Gil de Ferran teve atuação discreta ao ficar somente em nono. A má sorte o acompanhou novamente em Elkhart Lake, ao quebrar o motor a sete voltas da chegada quando era o quarto. Na prova de Vancouver, um acidente na última volta o faz perder a sexta posição e terminar fora da zona de pontos. A corrida de Laguna Seca também foi um desastre: Gil foi obrigado a fazer uma terceira parada não programada, pois a Walker colocou 15 litros a menos de metanol no segundo pit stop. Para completar, na 76ª volta envolveu-se numa batida com Patrick Carpentier e Scott Pruett, sendo obrigado a abandonar.

Mais um fracasso, agora na molhada pista urbana de Houston, ao rodar na 38ª volta. Ferran teve mais um erro de estratégia em Surfer's Paradise, que o tirou da zona de pontuação. Nas 500 milhas de Fontana, Gil começou em terceiro, mas perdeu velocidade e não terminou pela mesma razão de Michigan: estouro do motor Honda.

Gil foi o melhor piloto da Goodyear em 1998, mas terminando o campeonato num distante décimo segundo lugar. Era preciso melhorar a divisão de engenharia da Walker, e recuperar o desempenho do ano anterior para 1999.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Andretti Green torna-se Andretti Autosport


Michael Andretti e Kim Green tinham anunciado em agosto passado: a Andretti Green Racing iria mudar o seu nome a partir de 2010. A razão é simples: muito envolvidos com a Fórmula Indy, a Andretti Green realizava duas atividades distintas. De um lado, a equipe de corridas com quatro carros, e de outro, a promotora das corridas de São Petersburgo e Toronto.

Agora, a empresa foi desmembrada para gerir as duas atividades. A equipe de corrida será de propriedade exclusiva Michael Andretti. Enquanto isso, Kim Green e Kevin Savoree gerenciam a Andretti Green Promotions, empresa que vai organizar essas duas etapas da Indy.

A intenção foi sempre a mudar o nome da equipe, para refletir um maior controle de Michael na Andretti, com o subtítulo Autosport foi finalmente revelado. Até momento, a equipe somou três títulos da Fórmula Indy (2004, 2005 e 2007), dois na Indy Lights (2008 e 2009) e duas vitórias nas 500 milhas de Indianápolis (2005 e 2007).

Embora a Andretti Green tenha levando Tony Kanaan, Dan Wheldon e Dario Franchitti a conquistar o campeonato da Indy, o time fez um péssimo papel nas duas últimas temporadas, sempre na sobra das ex-rivais Ganassi e Penske, e não vence uma corrida desde a que Kanaan levou o GP de Richmond, em junho de 2008. A divisão dos negócios vai permitir a Michael se concentrar exclusivamente nas corridas, o ajudando a encerrar com esta crise.

"Este é um grande dia para nós. Estamos muito animados com o futuro da equipe e ansiosos para sermos competitivos novamente em 2010. Todos na Andretti Autosport estão 100% concentrados em vencer corridas e campeonatos. Temos muito trabalho a fazer neste inverno, mas todos estão envolvidos no seu trabalho. Estamos ansiosos para 2010", disse Michael Andretti.

A Andretti Autosport ainda não anunciou seus pilotos para 2010, mas é provável que continue com Kanaan, Marco Andretti, Danica Patrick, e para substituir Hideki Mutoh, o favorito é Ryan Hunter-Reay.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

São Paulo é a escolhida

A cidade de São Paulo será palco da etapa de abertura da temporada 2010 da Fórmula Indy. Programado para 14 de março, a corrida representa o retorno da Indy ao Brasil graças à parceria entre a cidade de São Paulo, a Indy Racing League (IRL) e a Rede Bandeirantes de Televisão.

"A vinda da Indy confirma a vocação de São Paulo em organizar grandes eventos mundiais. É um presente para os paulistanos, que poderão ver de perto grandes carros e pilotos. E também é uma importante oportunidade de negócios para a cidade, que se torna a capital do automobilismo na América Latina", disse o prefeito Gilberto Kassab.

Esta será a primeira prova de rua da Indy no Brasil. São Paulo também é a casa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, disputado no autódromo de Interlagos. Agora, a cidade concentra dois dos mais importantes eventos do automobilismo mundial.

"Embora nosso objeto principal continue sendo o desenvolvimento da Indy nos Estados Unidos, a corrida em São Paulo nos oferece uma chance única de visitar um país que tem uma paixão enorme por corridas automobilísticas. Com o grande apoio de nossos principais parceiros, a Aprex-Brasil, a TV Bandeirantes. A escolha faz todo sentido tanto sob o ponto de vista dos negócios quanto esportivos", disse Terry Angstadt, presidente da divisão comercial da IRL.

A Indy possui um longo histórico de participação de pilotos brasileiros, desde 1984, tendo neste ano a presença do tricampeão das 500 milhas de Indianápolis Hélio Castro Neves, do campeão da Indy em 2004, Tony Kanaan, do veterano Vitor Meira, além das jovens promessas Raphael Matos, Novato do Ano de 2009, e do paulistano Mário Moraes.

O site Grande Prêmio apurou que os organizadores pretendem inicialmente montar a pista no Sambódromo do Anhembi, na zona norte da cidade. Existem ainda outras duas áreas que podem ser as escolhidas: o Campo de Marte, aeroporto localizado perto do sambódromo e o Parque do Ibirapuera.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Power é o novo cara da Penske

Na última vez em que Roger Penske contou com três carros em uma temporada inteira da Fórmula Indy, seus pilotos fizeram picadinho da concorrência. Isso foi em 1994, quando Unser Jr., Emerson Fittipaldi e Paul Tracy venceram 12 das 16 corridas e terminaram nas três primeiras colocações do campeonato. Atualmente é difícil de imaginar um domínio parecido, especialmente se levarmos em consideração a força da Ganassi e da dupla de pilotos do time formada por Dario Franchitti e Scott Dixon, vencedores dos três campeonatos mais recentes.

Mas com a confirmação do australiano Will Power ao lado de Hélio Castro Neves e Ryan Briscoe para todo o ano de 2010, Chip Ganassi deve estar coçando com preocupação os poucos fios de cabelo que ainda lhe restam. Fica a expectativa de uma grande e equilibrada disputa pelo título envolvendo esses cinco personagens.

Power, que disputou algumas corridas pela Penske em 2009, após ser contratado para substituir Castro Neves durante o julgamento do brasileiro por evasão fiscal, foi recompensado pelo excelente desempenho e ganhou uma vaga em tempo integral, graças ao acordo fechado entre a Verizon Wireless, empresa da área de telecomunicações, com Roger Penske, chefão da equipe.

O mais tradicional time da Indy aproveitou a coletiva para comunicar que os três carros da equipe serão patrocinados pela Verizon, indicando que fechou ao fim a parceria de 19 anos com os cigarros Marlboro, marca do grupo Altria.

O australiano de 27 anos, de imediato, mostrou ser rápido quando estreou em 2006, correndo para Derrick Walker, ainda na Indy organizada pela extinta Champ Car. Ele amadureceu rapidamente, o que ficou evidente em suas duas vitórias em 2007 e na conquista de Long Beach no ano seguinte. Foi Walker, que o aproximou da Penske, no outono de 2008. Derrick - que desde 2008 procura investidores para que possa reviver sua equipe na Indy - disse a Penske que com a indefinida situação jurídica de Hélio ele precisaria de um bom piloto para preencher a vaga em caso de necessidade e que Will seria uma excelente opção.

É evidente que se Power não tivesse feito um excelente trabalho, a Penske não teria ampliado a estrutura para três carros, pois Roger raramente erra na escolha de pilotos. Por enquanto, ele se recupera do acidente sofrido nos treinos livres para etapa de Sonoma em agosto passado, quando fraturou duas vértebras da região lombar ao bater em Nelson Philippe após o francês rodar na saída da curva 4. A previsão é de ele estar em totais condições físicas para os testes coletivos a serem realizados em janeiro do ano que vem.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Calendário 2010


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

IZOD será o "title sponsor" da Indy até 2015

Não existe um lugar melhor que o Indianapolis Motor Speedway para se definir os novos rumos da Fórmula Indy. Foi neste lendário local que o presidente de competições da IRL, Brian Barnhardt, e o presidente e Diretor Executivo de Operações do Indianapolis Motor Speedway Jeff Belskus comunicaram para a imprensa uma ótima notícia para a série.

Antes tivemos a apresentação de um vídeo com os melhores momentos da temporada de 2009. No final do filme, aparecem Alex Tagliani e Justin Wilson anunciando a IZOD como o novo patrocinador título do campeonato.

Então, ocorre um rápido desfile apresentando as roupas da marca. E um minuto depois, os modelos deram espaço a um carro da categoria nas cores preto e vermelha, com a nova logomarca da Indy Car tendo o nome da IZOD impressa na lateral do monoposto. A partir daí, os dois executivos da Indy Car, acompanhados por um representante da IZOD, tomaram a palavra para explicar os detalhes do acordo.

Brian Barnhardt foi o primeiro a falar: "O campeonato vai agora ser conhecido como a Indy Car Series IZOD. (...) O contrato entra em vigor imediatamente e abrange seis temporadas, com opção para renovação." Para Barnhardt, o fato da IZOD não estar diretamente envolvida que o automobilismo é uma vantagem. Com isso, a Indy vai ser promovida para um público mais amplo do que o atualmente alcançado.

A colaboração entre os dois grupos não incidirão somente sobre o nome da competição. Na verdade, será um compromisso de vários anos, com a IZOD promovendo a Indy por vários meios de comunicação. O contrato da marca de roupas e perfumes com a Indy tem duração de seis temporadas, indo até 2015. Estima-se que a IZOD deva gastar US$ 10 milhões por temporada. O último "title sponsor" da categoria foi a Northern Light, um portal de buscas na Internet, em 2001.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ryan Hunter-Reay na Andretti Green Racing

Na conferência de imprensa a ser realizada nessa quinta-feira para o anúncio oficial da IZOD como o novo title sponsor da Fórmula Indy, vai estar presente nesse evento o piloto norte-americano Ryan Hunter-Reay, garoto-propaganda da marca, para fazer a divulgação da empresa de roupas e perfumes.

O que era segredo até pouco tempo atrás que é Hunter-Reay, rosto da IZOD nas campanhas publicitárias nos últimos dois anos, praticamente fechou com a Andretti Green Racing para ser o novo ocupante do quarto carro da equipe, em substituição ao japonês Hideki Mutoh, para 2010.

O experiente piloto de 28 anos vinha negociando com Michael Andretti nas últimas semanas a assinatura de um contrato. Contatado em sua casa na Flórida esta semana pelo site SpeedTV, Hunter-Reay apenas disse que: "Existe algo de bom no horizonte, mas ainda não posso falar sobre isso."

Andretti, que assumiu a parte da equipe que pertencia aos antigos sócios Kim Green e Kevin Savoree, reconhecia que há duas semanas, Ryan estava em sua "lista" para a próxima temporada, caso encontrasse patrocínio.

Vencedor na Cart, Champ Car e Indy Car, Hunter-Reay era cobiçado por Andreti fazia várias temporadas. Andretti não foi encontrado pela reportagem do SpeedTV para comentar sobre a veracidade do assunto.

Fontes relatam que a IZOD pretende investir cerda de 5 milhões de dólares por ano para marketing e promoção, mais 100 mil dólares por carro das equipes da Indy e fornecendo patrocínio pessoal para Hunter-Reay.

Depois de fechar na última hora um acordo para correr pela equipe de Tony George em 2009, Ryan ficou sem carro quando o fundador da IRL não pôde mais mantê-lo na Vision, por conta da falta de dinheiro, e assim ele terminou a temporada como substituto de Vitor Meira na equipe Foyt.

A IZOD sempre esteve ao lado de Hunter-Reay e graças a esse importante aliado, ele deverá juntar-se a Tony Kanaan, Marco Andretti e Danica Patrick no desafio de reerguer a outrora poderosa equipe, que não venceu nenhuma corrida em 2009.

Fórmula Indy Nostalgia

Resolvi ampliar a variedade de assuntos relativos à maior categoria de monopostos das Américas e criar o blog Fórmula Indy Nostalgia, tendo em foco assuntos relativos aos grandes momentos da categoria. Tentaremos ser um arquivo de resultados das corridas do passado e de equipes, pilotos e circuitos que marcaram a história do campeonato. Espero contar com as sugestões dos internautas para aperfeiçoar esse novo trabalho.

Esse é o link do blog:
http://champcarbrasilnostalgia.blogspot.com/

Conto com a participação de vocês.

Champ Car Brasil